Jogos on-line e excesso de telas acendem alerta para a saúde mental de crianças e adolescentes
Com 28 milhões de apostadores no Brasil, avanço das bets preocupa especialistas, que defendem limites familiares e ações preventivas para evitar dependências
Em Congresso Brasileiro de Pediatria, realizado em Belo Horizonte, especialistas discutiram os impactos da tecnologia na infância e na dinâmica familiar. Brincadeiras tradicionais vêm sendo substituídas por celulares e jogos digitais, que passaram a ocupar também o papel de companhia e regulação emocional. A sobrecarga de trabalho dos pais, a dificuldade de estabelecer limites e a pressão pela parentalidade perfeita tornam esse cenário ainda mais desafiador.
O alerta se estende aos jogos de apostas on-line, que já reúnem cerca de 28 milhões de apostadores no Brasil. Segundo os dados apresentados, aproximadamente 2 milhões de pessoas podem apresentar transtorno do jogo. A facilidade de acesso pelo celular e a publicidade intensa agravam o problema, com consequências para a saúde mental, a qualidade de vida e as finanças das famílias e do Estado.
Como forma de prevenção, o pediatra destaca a importância de fortalecer os vínculos familiares, estabelecer limites, acompanhar as atividades dos filhos e incentivar práticas culturais, esportivas e sociais. Também recomenda bons exemplos dos adultos e evitar o contato com álcool, tabaco e jogos de apostas antes dos 18 anos.
